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AS REVELAÇÕES DO LIVRO DE JONAS Mateus 12.39,40 Date: May 4th, 2003 Place: Fort Lauderdale, USA By: Rev. E. DaSilva INTRODUÇÃO: O profeta Jonas é um dos poucos profetas ratificados por Jesus. Apesar de alguns doutos e contrários às Escrituras pensarem que os fatos ocorridos no Livro de Jonas não passam de fábulas e historietas, Cristo confirma a veracidade dos fatos e traz revelações imensuráveis deste pequeno livro profético inserido no Cânon Sagrado. O livro de Jonas foi escrito um século antes de Jesus proferir suas palavras registradas em Mateus 12.3940. O livro relata a história de como Deus enviou um profeta judeu para trazer a mensagem de salvação à uma nação gentílica – Assíria; cuja capital, Nínive, possuía uma população de mais de 120.000 homens. A história de Jonas tão conhecida pela menor criança da Escola Dominical, é geralmente contextualizada e limitada ao milagre do profeta subsistir dentro do ventre de um grande peixe por três dias e três noites, ou ao fator de sua desobediência. Este livro, no entanto, não tem como prioridade mostrar a Jonas, o peixe, sua pregação ou o povo de Nínive. Ele guarda na sua linda história, revelações sobre a pessoa e caráter de Deus. O livro foi escrito para revelar um Deus que está sobre nós; que cuida, que orienta, que ama, e que caminha conosco. ESBOÇO: 1. O Livro Revela um Deus de Amor – Is 43.2; Jó 3.16; Ef 3.17-19 O livro revela um Deus que tem um coração do tamanho da eternidade. Um Deus que nos ama sempre, mesmo que nós o deixemos, sejamos ingratos ou pequemos contra ele. Deus não ama mais ou menos – Deus só ama, pois sua essência, seu atributo é Amor. Deus não se cansa de amar. O amor de Deus é inexplicável, infindável, inigualável e ilimitável. O amor de Deus excede a todo o entendimento. O crente só pode compreender a dimensão do amor de Deus porque já o experimentou (Lc 15.17-24). O amor de Deus é irresistível, é um amor que não nos abandona. 2. O Livro Revela um Deus de Chamada – Jn 1.1,2; 3.1,2 Deus é soberano e todas as coisas estão debaixo dos seus pés. Deus dá uma chamada a cada pessoa que ingressa em seu reino, a fim de pré-fazer sua vontade. O projeto de Nínive não nasceu por acaso, não foi um projeto abortivo. Deus na sua eternidade já sabia sobre Nínive e escolheu a Jonas para fazer parte do seu projeto. É nosso privilégio saber que Deus nos chama para realizar algo especifico na terra em prol de seu reino. O menino no milagre da multiplicação dos pães e dos peixes tinha uma chamada de oferecer seu lanche para alimentar a multidão, através do milagre realizado por Jesus. Parece até ridículo, porque não foi ninguém importante e nem tão pouco um grande lanche. Quando saímos fora da vontade do Senhor, o projeto de Deus entra em detrimento. José de Arimatéia foi chamado por Deus para preparar o túmulo de Jesus; um túmulo santo, novo, que ninguém jamais houvera usado. Infelizmente, Jonas não entendeu sua chamada e tentou escapar. Deus nos usa para pré-fazer seu plano eterno. Ele chamou a viúva de Sarepta para Elias, a menina escrava para Naamã, Ananias para Paulo. Ele usa a quem quer, como quer, e quando quer! O privilegio é nosso de fazer parte do projeto de Deus. Não podemos medir a chamada de Deus pelo nome que o homem dá; a medimos pelo coração de Deus! O projeto de Deus para nós é eterno, e ele mobiliza a eternidade para que possamos fazer parte dele. A chamada de Deus sempre prevalece! O plano de Deus para nós o diabo não pode roubar! 3. O Livro Revela um Deus de Milagre – Jn 1.3-5; 2.1-4,9; Mc 5.25-28; Et 4.11-14 Jonas em sua desobediência foi parar no ventre do peixe. Não importa quanto você tenha descido e se afastado da chamada, se você tem temor, Deus é poderoso para restaura-lo. Ele fará o milagre necessário para regressa-lo à chamada. A mulher do fluxo de sangue não valia nada aos olhos humanos – Mas operando Deus, quem impedirá? A mulher teve coragem de romper com a tradição judaica e tocou nas vestes de Jesus – Sua atitude e decisão era de vida ou morte. Ou ela era curada, ou ela morreria apedrejada; ou ela recebia o milagre, ou tudo findaria naquele dia. O mesmo passou com a rainha Ester, ou ela entrava na presença de Assuero como intercessora pelo seu povo, ou ela pereceria com sua casa! A decisão era dela! Livramento Deus enviaria ao seu povo de uma forma ou de outra. O privilegio era dela em tomar a posição de fé e entrar na presença do rei, fazendo assim parte do projeto e milagre de Deus. O problema não é lidar com o problema físico, mas encontrar fé no coração do homem. 4. O Livro Revela um Deus de Segunda Oportunidade – Jn 3.3.1,2; 2Sm 11.27; 12.7-13 Muitos só compreenderão a Deus quando mais precisarem dele. Jonas recebeu uma segunda oportunidade para pregar ao povo de Nínive, mas precisou parar no ventre do peixe. O caminho da obediência sempre será desafiante, mas também sempre vitorioso. Davi da mesma maneira recebeu uma segunda oportunidade, quando Deus lhe disse: “O teu pecado foi transpassado, não morrerás”. Deus está disposto a oferecer uma segunda oportunidade quando o homem é confrontado por causa de seu pecado, e este se arrepende! Deus disse para Davi: “Eu te tirei de detrás das ovelhas...” Como participantes do projeto de Deus, temos que ter a consciência que não somos nada e que dependemos inteiramente de Deus! Foi Deus que nos colocou em posição de destaque, de honra, é ele que derrama sua glória e unção sobre o crente... a glória pertence a Ele unicamente. 5. O Livro Revela um Deus de Justiça – Jn 4.1-11; Mt 18.23-35 Jonas após se arrepender entrou na cidade de Ninive e começou a pregar o juízo de Deus. Milagrosamente, todo o povo, desde o rei até a criança, se arrependeu. Jonas ao invés de alegrar-se com a salvação do povo blasfemou contra Deus, por ter secado a aboboreira e se apiedado daquela multidão. A mesma verdade Jesus ensinou quando contava a parábola do credor incompassivo. Um certo servo foi perdoado de uma grande dívida. Ao sair da presença do rei perdoado, encontrou um de seus conservos que lhe devia uma quantia mínima. Ao invés de usar da mesma compaixão com que foi perdoado, aquele credor o colocou na prisão. Entretanto, sabendo o rei do que aquele homem fez ao seu conservo se indignou muitíssimo contra ele, e graves foram as conseqüências. A ingratidão e a injustiça caminham juntas e repugnam os céus. Jesus ensinou que com a mesma medida que medimos, seremos medidos! A justiça de Deus não é como a dos homens; a balança de Deus é justa e sua medida é fiel. Depois de uma experiência tão amarga, e da misericórdia de Deus ter alcançado a Jonas de maneira tão milagrosa, ele respondeu o chamado de Deus com a motivação errada, a da ingratidão, a da injustiça! Deus como aferidor justo e perfeito, fez com que a aboboreira que dava sombra a Jonas se secasse. Ao trazer seu desgosto diante de Deus, a lição lhe é dada: “É razoável este teu ressentimento? Não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive... que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda?” – Quem tem ouvidos, ouça!Documento original em PDF. A apresentação e o texto do arquivo foram preservados. Para leitura noturna, o visualizador de PDF do seu dispositivo pode ter suas próprias opções de cor.
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