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RECONHECENDO NOSSAS LIMITAÇÕES Mateus 25.14,15 Date: July 20, 2003 Place: Fort Lauderdale, USA By: Rev. E. DaSilva INTRODUÇÃO: Esta parábola referia-se à partida de Jesus e aqueles que ficariam. Aqueles que receberiam os talentos, são aqueles sobre os quais estão descritos em Ef 4.11; Rm 12.8; Ef 2.12. Esta referência se cumpriu na Ascensão de Jesus e no Dia de Pentecoste, a fim de que o Reino de Deus fosse administrado. Os números nessa parábola (5, 2 e 1) são figurativos. Deus é soberano, onipotente, onisciente, onipresente, imutável, todo-poderoso e quando Ele dá os seus dons, Ele os dá sem arrependimento. Por que Deus resumiu estas quantidades que são figurativas, mas qualitativas? O versículo 15 nos dá a resposta: ...segundo a capacidade! Isso não tem haver com a capacidade humana, cultura ou intelectual do homem, mas a capacidade administrativa do dom espiritual. Na sua onisciência, Deus sabendo o que eu posso administrar, Ele nunca dará mais do que posso lidar, manusear ou negociar. Deus não espolia seus dons. A ira do Senhor contra aquele servo ao qual havia dado um talento, é porque ele tinha capacidade de granjear, trabalhar com um talento, entretanto, ele o escondeu. Ele tinha capacidade, mas não o fez. O senhor disse: deverias ter dado teu talento aos banqueiros (outros ministérios, outro obreiro...), para que pudesse ganhar juros (teria uma recompensa, ainda que indireta... quem der um copo d’agua ao profeta, receberá galardão de profeta). É importante conhecermos nossas limitações (Rm 12.5-8), pois não podemos ambicionar os dons de outros. Se eu sou limitado em alguma área, Deus não dará talentos para aquela área. “Cada um fique na vocação que foi chamado”. Nossa falha como crentes muitas vezes não é onde temos os talentos, mas onde não o temos. Muitas vezes estamos gastando nossas energias, recursos e dedicação para desenvolver um talento que não temos. O dom de Deus é eficaz, mas muitas vezes estamos ambicionando a desenvolver o talento que Deus não nos deu. Quando trabalhamos na vocação, no talento que Deus nos deu, nos sentimos realizados. Aqueles que não sabem reconhecer suas limitações, não trabalham e não desenvolvem nem o talento que tem. A Bíblia diz que no final de tudo Deus tomou o talento daquele homem e o deu a outro. ESBOÇO: TRÊS EXEMPLOS DE HOMENS QUE RECONHECERAM SUAS LIMITAÇÕES 1. Jônatas – filho de Saul Jônatas era filho do rei, guerreiro, corajoso, confidente e amigo de seu pai. Na morte de Saul, Jônatas assumiria o trono (1Sm 20.15,31). No entanto, ele reconhecia que este não era seu talento. Quando Davi entrou em cena, ele soube reconhecer suas limitações, passando a Davi seus vestidos, espada, arco e cinto (1Sm 18.4). Ele não tinha nenhuma dificuldade em aceitar a Davi, porque ele reconhecia suas limitações. Quando o reinado de Saul estava para se desmoronar, o próprio Jônatas procurou a Davi e disse: “Não temas, que não te achará a mão de Saul, meu pai; porém tu reinarás sobre Israel, e eu serei contigo o segundo; o que também Saul meu pai, bem sabe”. Que tristeza não foi para Davi, a tarde em que lhe deram a noticia que seu amigo, seu irmão, um valente havia caído no Monte Gilboa. Quão difícil é muitas vezes dizer como João Batista quando prestes a ser encarcerado, e quando seu ministério estava prestes a terminar: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30) Ninguém busque para si esta honra... é Deus que a dá! 2. Paulo – apóstolo dos Gentios Paulo era um apóstolo e sabia que sua vocação não era ser pastor. “Minhas cartas são graves para convosco”. Pelo outro lado, Apolo era o pregador da retórica, que movia as massas (1Co 3.2-7). Paulo sabia que era um abortivo, mas pela graça de Deus ele lutava para alcançar o prêmio da soberana vocação. Seu talento era formar a Sã Doutrina no seio da Igreja. Se houvesse um homem que falasse a verdade como Paulo, a Igreja não teria sido enganada por Constantino, ou tão pouco teria passado 1500 anos nas cinzas do Catolicismo. “Combati o bom combate, acabei a carreira, e guardei a fé”. Paulo foi eleito na hora certa para o propósito certo, com os talentos certos dados por Deus. “Eu plantei, Apolo regou”. Paulo sabia honrar e exaltar seu companheiro do Reino. “Quem é Paulo? Quem é Apolo? Senão ministros pelos quais crestes”. Paulo, sabia que ele, como os demais apóstolos eram apenas veículos pelos quais o Evangelho estava sendo propagado. 3. Moisés – libertador de Israel Moisés reconheceu sua limitação após estar 40 anos no deserto apascentando ovelhas e bodes – “Sou pesado de língua. Devemos ser o que Deus nos fez e constituiu. Arão, seu irmão, era o eloqüente, era o porta-voz. Era aquele que aparecia na frente da multidão, entretanto Moisés era o homem que falava com Deus.Documento original em PDF. A apresentação e o texto do arquivo foram preservados. Para leitura noturna, o visualizador de PDF do seu dispositivo pode ter suas próprias opções de cor.
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