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DESEJO DOS JUSTOS Provérbios 10.24 Date: Outubro 22, 2007 Place: Ft Lauderdale, USA By: Rev. Eronides DaSilva INTRODUÇÃO: (Sl 37.4) “Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração.” (Mc 4.19) “Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas, e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.” Há uma fundamental diferença entre desejo e ambição. O desejo - eudokia é um sentimento natural de aspiração, honesto, puro e amorável — um espírito benévolo. A ambição - epithumia é uma deformação neuropsicológica de querer algo de competição pessoal, impura, desonesta, egoísta e rancorosa — um espírito malévolo. Davi tinha desejo de construir o Templo; Saul tinha ambição de dirigir a Nação! O desejo é impessoal, quanto à ambição é pessoal. Exemplo: na infância, (1) Ignácio desejou a bola com que o seu amigo Tiago jogava — DESEJO; (2) Ignácio ambicionou a bola do Tiago, que com ele jogava — AMBIÇÃO. No desejo sentimo-nos realizados em ter alcançado o que honestamente desejávamos: compartimos, cuidamos e honramos o conquistado; no caso de Tiago, guardamos a bola. Na ambição, nunca nos sentimos realizados, porém insatisfeitos, frustrados, espoliados: não compartimos, destruímos, escondemos, desonramos o conquistado; no caso de Tiago, jogamos a bola no lixo. ESBOÇO: AMBIÇÃO 1. Um sentimento competitivo – quero o que ele tem: Ananias – At 5.1 “Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher vendeu uma propriedade e reteve parte do preço.” 2. Um sentimento de insatisfação – quero o que não tenho: Igreja – Tg 4.1 “Donde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura, não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes.” 3. Um sentimento egoísta – quero mais do que eu tenho: Saul – 1 Sm 18,8 “Então, Saul se indignou muito, e aquela palavra pareceu mal aos seus olhos; e disse: Dez milhares deram a Davi, e a mim somente milhares.” DESEJO 1. Um sentimento reverente de agradar a Deus – Ana: 1 Sm 1.22 “Porém Ana não subiu, mas disse a seu marido: Quando o menino for desmamado, então, o levarei, para que apareça perante o SENHOR e lá fique para sempre.” 2. Um sentimento nobre de agradar ao próximo – Daniel: Dn 2.24 “Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios da Babilônia; entrou e disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; introduze-me na presença do rei, e darei ao rei a interpretação.” 3. Um sentimento humilde de agradar ao povo de Deus – Ester 4.16 “Vai, e ajunta todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas moças também assim jejuaremos; e assim irei ter com o rei, ainda que não é segundo a lei; e, perecendo, pereço.” CONCLUSÃO: Davi teve um profundo desejo de edificar uma casa ao seu Deus. Conhecendo Natã que Deus estava com Davi, seu primeiro conselho foi dizer ao rei que fizesse conforme o desejo do seu coração. Porém, naquela mesma noite, Deus falou com o profeta Natã, lembrando-o que o Senhor nunca havia pedido a Israel que lhe edificassem uma casa de cedro, porque sempre habitou em tendas e tabernáculos. Quando Deus exaltou ao rei Davi, se lembrou de como havia feito grande o seu nome, mandou o profeta que anunciasse ao rei que ele não edificaria casa ao seu nome, porém um de sua linhagem, “o qual procedria de suas entranhas” – seu filho Salomão (2 Sm 7.12). O desejo do seu coração foi cumprido!Documento original em PDF. A apresentação e o texto do arquivo foram preservados. Para leitura noturna, o visualizador de PDF do seu dispositivo pode ter suas próprias opções de cor.
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