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O Valor do Ensino
Eliane Cruz Teóloga e Psicóloga AD Brasil
Artigo retirado do site cpadnews.com.br (30/Setembro/2013)
Desde o útero, sofremos interferência do meio e da família em que vivemos. Uma gestação desejada, na qual os pais e a parentela estão harmonizados para receber o novo ser com afeto e comprometimento, certamente gera filhos mais seguros e tranqüilos. Um lar desajustado gera um desequilíbrio de humor na gestante, que será vivenciado pelo feto até mesmo quimicamente. Já pais ajustados, que se amam e se respeitam, irão formar filhos mais saudáveis física e emocionalmente. Contudo, é a partir dos primeiros dias de vida do bebê que as funções educadora e formativa da família começam a se tornar mais evidentes. Desde cedo a criança começa a discernir entre o sim e o não, o certo e o errado, a conhecer e dominar regras, valores e normas, bem como a sofrer as conseqüências ao quebrá-las. E nestes primeiros meses e anos é primeiramente a família (pais, filhos e irmãos), e depois a parentela (avós, tios, primos etc) que agirão na e sobre a criança, completando seus gestos, interpretando seus movimentos, direcionando suas ações e ensinado as regras de convivência na sociedade em que vivem. Quanto mais os anos passam, mais importantes e atuais se tornam as palavras de Salomão: “Ensina a criança no caminho que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”, Pv 22.6. O ensino não só informa, mas forma o caráter e interfere na aquisição das propriedades psicológicas humanas, como inteligência, atenção, memória e linguagem, entre outras. Vale ressaltar que ensinar ou educar os filhos não é uma opção dos pais, mas uma obrigação, um dever da paternidade ou da maternidade. Há muitos avós e parentes que, pela impossibilidade dos pais, criam muito bem algumas crianças. Contudo, quando os pais estão presentes e ignoram os seus compromissos, ou tentam repassar para outros a responsabilidade de educar (para professores da Escola Dominical ou da escola regular, para avós, tios e empregadas), certamente serão pais que colherão desamor e vergonha. Não podemos esquecer que todos nascemos sob o pecado, e que mesmo a criança já tem uma tendência a errar. Ela testa os limites colocados pelos pais, ignora os nãos, busca os seus interesses e procura sempre fazer o que lhe dá prazer. Assim sendo, se ela não for educada, se só fizer o que quer e não for bem direcionada, acabará gerando tristeza para seus pais (Pv 28.17; 29.15). a) Ensinado pelo exemplo: A primeira forma de aprendizagem se dá através da imitação. O bebê, desce cedo, imita o sorriso, os movimentos, a fala e os atos dos que o cercam, antes até de poder interpretá-los. Isso significa que os primeiros sorrisos ou carinhos do bebê acontecem porque alguém sorriu para ele, e não porque ele quis ser simpático ou afetuoso. Só depois de alguns meses é que seus atos começam a ser intencionais. Observamos o outro e aprendemos pela imitação a usar uma gravata ou um xale mais sofisticado, ou imitamos a maneira de utilizar os pauzinhos num jantar chinês ou japonês, por exemplo. Por mais importante que seja o ensino formal, a leitura dos textos bíblicos ou a educação na igreja ou na escola, é o exemplo dos pais e dos irmãos que formarão os primeiros sistemas de ações. Assim sendo, pais que não comem legumes não podem ensinar seus filhos a serem vegetarianos. Pais que não dizem obrigado ou por favor, não terão filhos educados. Ou pais agressivos, que falam alto e asperamente, não formarão filhos mansos e calmos. Já os pais que são justos, formarão filhos justos e felizes (Pv 20.7). Se você quer que seus filhos falem a verdade, não minta, nem de “brincadeira”. Se sua intenção é a de que eles se firmem na igreja, não vá à Casa de Deus de má vontade e não fale mal do seu pastor. Se quer ter filhos carinhosos, dê carinho, colo e afeto. Lembre-se que as duas coisas mais importantes a deixar para os filhos são exemplo e exemplo. b) Ensinando por valores: A despeito das crianças terem espírito, e portanto nascerem com o caráter moral de Deus impresso nelas, os valores que evidenciarão e formarão o bom ou o mau caráter deverá ser ensinado pelos pais. É como se os filhos tivessem o mapa, a potencialidade, mas somos nós quem devemos dar as coordenadas – são os pais que podem dar as diretrizes para que os filhos sejam tudo o que Deus quer que sejam. Portanto, ensine, não importa a idade ou a maturidade dos seus filhos. Ensine regras básicas de educação à mesa (como saber comer de boca fechada ou usar os talheres) e de convívio social. Ensine normas sociais como respeitar os mais velhos, obedecer a autoridades, não usurpar bens dos outros, não maldizer ou fofocar. Abra a Bíblia e ensine leis divinas básicas como não mentir, não fornicar, amar o inimigo e honrar os pais (Pv 10.1).
VIRTUDE DOS SALVOS
Mbaxi Divaldo Cabral Estados Unidos
Angolano, presbítero, professor da Escola Bíblica Dominical e músico
Virtude é um substantivo proveniente do latim virtus que quer dizer: índole própria ou ato que alega bons resultados, capacidade de agir virtuosamente, qualidade latente que leva a um indivíduo a proceder com austeridade, vigor, eficácia, pudicícia e castidade (Priberam, 2013). Entre o ano 62 a 63 d.C., o apóstolo Paulo funda a igreja de Filipos em sua segunda viagem missionária, em obediência ao chamado divino que ele recebera na cidade de Trôade (At 16.9-40). Tempos depois, o apóstolo Paulo adverte a igreja de Filipos a permanecer na obediência, que é uma das virtudes que Deus requere de seus filhos (Fp 2.12). Obedecer é sinônimo de fazer a vontade de outrem, submeter-se ou seja seguir as instruções de alguém na sua íntegra (Priberam, 2013). Nos tempos primórdios, Deus rejeitou a Saul, e não respaldou o seu reinado por falta de obediência em sua vida; repreendendo-o severamente por intermédio do profeta Samuel que disse: “Eis que o obedecer é melhor que o sacrificar” (1Sm 15.22a). Por isso, as Sagradas Escrituras são muito enfáticas em requerer a obediência da igreja local aos seus pastores (Hb 13.17), a obediência dos filhos aos seu pais (Ef 6.1) e a obediência dos súditos ou subordinados aos seus senhores ou líderes (Ef 6.5). Para além da obediência, o apóstolo Paulo tambem faz alusão ao regozijo e a alegria que são virtudes que transparecem na vida de todo o salvo em Cristo Jesus que retêm a Sua Palavra no seu coração. Ou seja, a Palavra de Deus é inerrante e coerente nos seus ensinamentos. Por exemplo, a imutabilidade divina não foi somente revelada no período veterotestamentário, na vida de Neemias e do povo de Deus em trazer alegria aos seus corações através da palavra ensinada (Nm 8.9-1). Mas também, no período neotestamentário, onde o Espírito Santo não é mais dado por medida, mas na sua plenitude para alegrar ao crente. Logo, o gozo é o segundo fruto dado pela terceira pessoa da trindade (Gl 5.22). Por consequência, ainda que o crente esteja passando por tribulações, o seu coração não deixa de ter a virtude do gozo no Espirito Santo (Rm 14.17). A bíblia narra que Paulo e Silas foram capazes de cantar hinos ao Senhor, mesmo estando encarcerados (At 16.16-26). É importante realçar que a Espístola aos Filipenses aborda várias virtudes que devem emanar da vida dos crentes, no intuito de forjar o seu testemunho, transluzindo a sua irrepreensibilidade, sinceridade, o seu temor a Deus; e resplandecendo assim como astros no mundo (Fp 2.15). Em suma, só aquele que experimentou a salvação pode verdadeiramente ser a luz do mundo e anunciar as virtudes daquele que o chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
A FIRMEZA DO CARÁTER MORAL E ESPIRITUAL DE DANIEL
Manuela Barros Estados Unidos
Brasileira, Primeira Tesoureira, professora da EBD, Youth Alive Band, Deã Acadêmica do STB
Dn 1.1 - No ano terceiro do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de babilônia, a Jerusalém, e a sitiou. 1.2 - E o Senhor entregou nas suas mãos a Jeoiaquim, rei de Judá, e uma parte dos utensílios da casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu deus. 1.3 - E disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, e da linhagem real e dos príncipes, 1.4 - Jovens em quem não houvesse defeito algum, de boa aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e doutos em ciência, e entendidos no conhecimento, e que tivessem habilidade para assistirem no palácio do rei, e que lhes ensinassem as letras e a língua dos caldeus. 1.5 - E o rei lhes determinou a porção diária, das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, para que no fim destes pudessem estar diante do rei. 1.6 - E entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias; 1.7 - E o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel pôs o de Beltessazar, e a Hananias o de Sadraque, e a Misael o de Mesaque, e a Azarias o de Abednego. 1.8 - E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar. 1.17 - Quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos. 1.20 - E em toda a matéria de sabedoria e de discernimento, sobre o que o rei lhes perguntou, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos astrólogos que havia em todo o seu reino.
- 1. A FORMAÇÃO DO CARÁTER DE DANIEL
- Formado pelo ensino de seus pais: Dt 4.10; 6.6,7; 32.46,47; Pv 22.6
- Formado pelo exemplo de seus pais: Lc 2.41; Jo 13.15; 1 Pe 5.3; Pv 29.17
- Formado pela religião de seus pais: Ex 12.26-28; Js 4.6,7; Dt 16.16,17
- 2. O ATAQUE AO CARÁTER DE DANIEL
- Atacado pelo elogio: Dn 1.4; Pv 29.5; 1 Rs 12.10
- Atacado pela posição: Dn 1.3; 4.29-31; At 12.21-23
- Atacado pela abundância: Dn 1.5; Lc 12.19; 1 Tm 6.17
- 3. A FIRMEZA DO CARÁTER DE DANIEL
- Não se contaminar com o mal: Dn 1.8,12,13; Fp 2.15
- Não se misturar com o mal: Dn 5.16,17; 2 Co 6.15-18
- Não adorar ao mal: Dn 3.17,18; Gn 19.26; Ex 32.7-9